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Câmbio não afeta só o Brasil

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse ontem, que a atual elevação da cotação do dólar faz parte de um movimento em todo o mundo e não só um problema do Brasil. Para ele, existe um processo de recuperação do País, com várias medidas que vêm sendo adotadas. Segundo ele, alguns impactos do preço da moeda americana no mercado interno são em consequência de efeitos que estavam represados. O dólar ultrapassou a casa do R$ 4 nesta quinta-feira. "Acredito que vamos ver maior estabilidade no dólar também. Difícil, impossível fixar qual o patamar, mas tenho certeza que essa volatilidade maior também vai se esvair na medida em que algumas questões, como a votação dos vetos e o próprio orçamento, forem devidamente equacionadas. Estes são os elementos que vão permitir a gente, inclusive recolher os frutos do que já foi feito. Esta é a estratégia de crescimento e é aí que a gente tem que se fixar, com responsabilidade fiscal e clareza de gastos", disse o ministro.

"Acho que primeiro tem movimento global de câmbio e a gente tem que estar atento. O mais importante é a gente avaliar a situação do Brasil. Eu acho que o processo de recuperação da economia está em curso. Diversas medidas que foram tomadas no início do ano estão produzindo seus efeitos. O que vemos é um represamento desses efeitos na economia por outras razões que não econômicas", acrescentou.

Questionado sobre um possível rebaixamento do grau de investimento do Brasil pela Fitch, o ministro negou uma mudança na nota de crédito do Brasil. "As medidas estão surtindo efeito", garantiu o ministro.

Fonte: Diário do Nordeste