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M. Dias Branco anuncia a compra da Piraquê, no Rio

O Grupo M. Dias Branco anunciou, ontem, a aquisição da Piraquê, sediada no Rio de Janeiro, pela quantia de R$ 1,55 bilhão, de acordo com comunicado relevante ao mercado. A transação, entretanto, ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que deverá se pronunciar nos próximos dias. A compra da Piraquê faz parte da estratégia de crescimento do conglomerado cearense, que pretende expandir ainda mais sua atuação na Região Sudeste do Brasil.

De acordo com o vice-presidente de Investimentos e Controladoria do Grupo M. Dias Branco, Geraldo Luciano, a compra da empresa fluminense é um passo importante para o projeto de expansão dos negócios para estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. “Essa operação ainda terá de passar pelo crivo do Cade, para que possamos, efetivamente, finalizar a negociação. Mas, a aquisição da Piraquê é muito importante para o nosso grupo, pois pretendemos continuar a crescer atividades na Região Sudeste”, disse Luciano.

Estratégia

Ele também afirmou que a estratégia do grupo cearense também visa à descentralização de operações e, consequentemente, de origem de receitas. Tem quatro unidades no Ceará, além de uma em estados como Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. “Pretendemos também, com essa transação, descentralizar o nosso faturamento da Região Nordeste, que concentra o nosso maior volume de vendas”, completou Geraldo Luciano.

A Piraquê completou 65 anos em setembro de 2015, pois iniciou suas atividades nos anos 50 e, atualmente, tem mais de 3.500 funcionários, com toda sua produção de biscoitos, massas, refrescos e margarinas controlada por computadores. Alta tecnologia também no laboratório de controle de qualidade, desde a matéria prima até o produto final. Tudo isso para garantir que a sua linha chegue fresquinha a mais de 60.000 postos de venda só no Estado do Rio. A Piraquê fabrica massas, biscoitos, salgadinhos, margarinas e refrescos. No período de outubro de 2016 a setembro de 2017, registrou receita líquida total de R$ 717,0 milhões.

Fonte: O Estado