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Investidores embolsam lucro e Bolsa recua 1,3%

A Bolsa brasileira voltou a fechar no vermelho, ontem, com o mercado atento à decisão de política monetária do Banco Central e com os investidores preferindo embolsar ganhos após a alta de 2,5% da última terça (6). No mercado cambial, o dólar encostou em R$ 3,28. O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, recuou 1,34%, para 82.766 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 11,91 bilhões -a média de fevereiro está em R$ 12,3 bilhões. O dólar comercial fechou em alta de 0,92%, para R$ 3,277. O dólar à vista, que fecha mais cedo, subiu 0,92%, para R$ 3,272.

As Bolsas europeias fecharam em alta. Londres avançou 1,93%, Paris teve ganho de 1,82% e Frankfurt fechou com valorização de 1,60%. Milão (+2,86%), Madri (1,7%) e Lisboa (+2,09%) também subiram. No radar dos investidores também estão as discussões sobre a reforma da Previdência. Ontem, o relator da PEC (proposta de emenda à Constituição), Arthur Maia (PPS-BA), enviou novo texto de reforma da Previdência, que vai embasar uma emenda aglutinativa, texto oficial que será concluído em plenário, após discussão com os parlamentares. Novas alterações só serão aceitas se vierem casadas com promessa de votos.

Câmbio

No mercado cambial, o dólar ganhou força ante 24 das 31 principais moedas do mundo. O Banco Central deu continuidade a suas intervenções no câmbio para rolar os contratos com vencimento em março. A autoridade monetária vendeu 9.500 contratos de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro). Até agora, já rolou US$ 950 milhões dos US$ 6,154 bilhões que vencem no próximo mês. O CDS (credit default swap, termômetro de risco-país) do Brasil recuou 1,75%, para 150,96 pontos. No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram queda. O contrato com vencimento em abril de 2018 recuou de 6,645% para 6,636%. Já o contrato para janeiro de 2019 caiu de 6,830% para 6,790%.

Fonte: O Estado